Como publicar um livro de maneira independente é a pergunta mais feita por aquelas pessoas que desejam escrever um livro, vê-lo divertindo e transformando leitores no mundo todo. Infelizmente, a maior parte destes escritores deixa-se abater pela ignorância, por não saber o que deve ser feito e por isso não seguem em frente na realização de seu sonho.

Para esclarecer mais o que uma pessoa que deseja escrever um livro deve fazer e qual o caminho a escolher, eu escrevi esse artigo.

Por que escolher a publicação independente?

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foto de uma escritora trabalhando

Existem várias maneiras de publicar um livro atualmente. Seja qual for a maneira que você escolher, é importante ter em conta que um livro autopublicado é um livro como qualquer outro. Espera-se do autor que ele imprima em seu livro o mesmo padrão de qualidade que uma editora faria.

Assim, partindo do princípio que você está levando o processo todo a sério, temos:

  • a maneira tradicional, ou seja, submetendo manuscritos aos agentes literários ou diretamente às editoras
  • a maneira independente, ou seja, o autor que faz tudo ele mesmo.

Cada um dos processos acima tem suas vantagens e desvantagens. Exploremos a fundo o que é cada um desses processos e o que eles implicam para o autor afim que ele possa escolher da melhor forma o que lhe convém.

Diferenças entre publicação tradicional e independente

A publicação tradicional

Trata-se daquela que conhecíamos até o advento do e-book e da plataforma do Kindle Direct Publishing (antigo Create Space), que foi a pioneira nessa forma de publicação. Essa modalidade publicou o Harry Potter, o Senhor dos Anéis, as Crônicas de Nárnia e tantos outros e trabalha segundo a antiga fórmula: manuscrito-agente-editora.

Assim, a editora recebe do agente (que por sua vez pré-selecionou o autor que representa) o manuscrito. Uma vez estimado o potencial de venda do livro, a editora por sua vez, lê, avalia e procede para a transformaçaão do manuscrito em artigo mercadológico, adaptando o seu potencial de venda.

Durante esse processo de transformaça editora arca com todos os custos desde a recepção do manuscrito até o despacho do mesmo para as livrarias. Para o autor, isso significa que o fardo de trabalhar o manuscrito até deixa-lo brilhando fica às custas e a cargo da editora. A grande contrapartida é que as editoras selecionam muito bem quem vão publicar (porque justamente tem que assumir todos os custos de edição e de publicação do livro). Por esse motivo, o autor recebe apenas uma porcentagem pequena do que o livro vendeu.

A publicação independente

Nesta modalidade, o autor é o responsável de todo o processo de produção do livrã, desde a sua escrita, até a ediçao, passando pela publicação, marketing, estocagem e até mesmo envio do livro. É, ao meu ver, a maneira mais difícil mas também a mais divertida, se você for um autor que sabe o que quer. As suas vantagens são:

  • o autor fica com todos os lucros da venda do livro
  • o autor está no comando de tudo e o livro é uma representação fiel do legado do autor

A desvantagem é que ele deve servir à cadeia de produção de um livro sem necessariamente ter a expertise que esta exige dele. E creia-me, fazer um livro, ou seja manufacturá-lo é difícil!

A publicação independente é para mim?

No momento de publicar o meu livro Cidade das Mandalas, eu não quis esperar a boa vontade de uma editora. Sobretudo porque eu estava vendo que mais e mais artistas consagrados eram autopublicados e existia sim a apossibilidade de ter algum reconhecimento na autopublicação. Mas essa decisão foi maturada ao longo de alguns anos (seis no total em que eu entrei em contato com editoras e a cada vez encontrava uma porta fechada).

O que eu quero dizer é que eu estudei o mercado da edição tradicional, contactei os profissionais, tanto no Brasil, quanto na França, na Bélgica e até mesmo uma pequena editora no Reino Unido. E por mais respostas e interacções que tinha com tais profissionais, eu simplesmente não sentia estar no caminho certo. Enfim, quando a pandemia chegou, eu sentei para finalizar a redação do Cidade das Mandalas e vi a indústria da autopublicação explodir, e foi aí que eu tive a confirmaão de que aquele era o caminho para mim.

O que eu quero dizer é que um autor deve estudar e avaliar as suas possibildiades antes de tudo. Para mais informações, leia o artigo As vantagens da publicação indie.

Como publicar um livro de maneira independente?

Caso você tenha decidido que quer tentar a publicação independente, saiba que você fazê-lo de várias maneiras e em várias plataformas. A primeira pergunta a se fazer é: eu quero produzir o livro eu mesmo ou deixarei ao cargo de uma prestadora de serviços que o faça para mim? Caso contacte uma prestadora de serviços, o meu trabalho com este artigo terminou. Caso queira deixar o seu livro com a sua cara, continue lendo.

Como escolher?

No meu caso, eu sabia que queria produzi-los eu mesma. Isso porque os meus livros formam um conceito novo que une literatura e yoga, pela paz e despertar espiritual das pessoas no planeta. Eu sabia que queria transmitir essa mensagem em cada página dos meus livros e não importava com qual profissional eu conversava, nenhum deles parecia entender o que eu queria. Eu falo sobre isso no meu livro best-seller Como escrever um livro em 3 meses que você pode baixar gratuitamente aqui. Assim, eu lancei-me sozinha na empreitada, sabendo perfeitamente que existia uma grande curva de aprendizado para mim que nunca tinha feito nada parecido antes.

Como conclusão, a escolha da plataforma e/ou da prestadora de serviços vai depender da sua estratégia de venda e de alcance de seus leitores. Uma vez esta escolhida, é imprescindível que você entenda o seguinte: um livro autopublicado é um livro como qualquer outro e por isso deve seguir o mesmo padrão de qualidade de um livro publicado por uma editora tradicional.

Eu mesmo produzo o meu livro: dica de profissional

A melhor maneira é de começar pelo seu manuscrito. Escreva algo bom e de qualidade, sabendo que tudo será transformado durante a edição. Para isso, é preciso que você entenda que o manuscrito não lhe pertence.

Dica de profissional: Escreva algo que te toque como autor do livro mas no momento em que começar a edição, trate aquele manuscrito como um perfeito desconhecido. Escreva um livro que lhe arrepie os pêlos na nuca e nas costas, algo que faça o seu coração bater muito forte e que te toque ao ponto que você chore enquanto escreve. Escreva com o sangue da sua ferida mais dolorida, abra antigas cicatrizes enquanto cria. Entretanto, ao começar a edição do manuscrito, desprenda-se afetivamente do seu livro.

Isso porque uma vez terminado o manuscrito, começa o verdadeiro trabalho da autopublicação.

Antes de se lançar nessa empresa, eu sugiro que você, autor, faça uma pesquisa dos profissionais que você deverá usar na produção do seu livro. Dentre tais profissionais, os mais importantes são:

  • editor,
  • revisor e
  • grafista/ilustrador

A produção do seu livro acontece com a coordenação destes profissionais. Você como autor é quem vai ditar as regras nesta modalidade.

O processo é enriquecedor (apenas quem o fez com carinho sabe do que eu estou falando). Quer mais conteúdo de qualidade? Inscreva-se no Jornal dos Autores. É gratuito, de qualidade e você pode se desinscrever quando quiser.

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Um comentário em “Como publicar um livro de maneira independente

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