Publicação o quê?

Você ouviu certo! Indie é vem da palavra independent em inglês. Em poucas palavras, é a autopublicação, independente da boa-vontade de editora ou agente abrindo edital para você, considerando o seu texto ou até mesmo dizendo que o seu texto é porcaria.

Porque dói quando aquele texto que saiu do seu coração, no qual você acredita, que você sabe que pode tocar o coração de leitores, é rejeitado.

Desde o ano passado, ao conselho de meus tutores, eu optei pela publicação independente e tem sido uma aventura.

Isso porque essa modalidade de publicação tem ganhado em eficácia, mas o caminho é árduo. Sem uma equipe, cabe ao autor todas as decisões a tomar e a responsabilidade por elas.

Imagine uma jornada onde você é mestre de tudo o que acontece. Mestre da história, do personagem, da capa, de tudo. Demais não? É esse o grande apelo da autopublicação e não é de se surpreender que ele tem encontrado eco em grande parte dos escritores, aspirantes ou profissionais.

Acontece que escrever um livro tem um… como dizer… um sex appeal. Dizer que você escreveu aquela história… Para autores é muito satisfatório pegar um livro escrito por ele, cuja historia saiu da sua cabeça e que, após jornadas de trabalho, virou um objeto que se pode pegar, cujas páginas podemos virar. 

Esse T é ainda maior ao vermos o nosso livro numa prateleira de livraria, ou então, vendo o seu livro virar série de cinema, ou fazer aquele boom literário como o Harry Potter que da noite para o dia ficou VIRAL. Mas esse é outro nível. Caso se interesse, inscreva-se na minha lista VIP para dicas sobre como elevar a sua carreira de escritor à de autor de sucesso.

Apesar disso, ainda existe muito preconceito e resistência quanto a esse tipo de publicação. Por quê?

A resposta é fácil: as editoras que te rejeitaram o fizeram por um motivo:

  1. O seu texto não era comerciável (Mas quem disse que quero vender meu livro?)
  2. A sua escrita não estava dentro de um nicho, gênero preciso?
  3. Você não tem 10K seguidores no Instagram.
  4. Vai saber o porquê num mundo onde Harry Potter foi rejeitado 12 vezes!

Eu não começarei a enumerar todas as vantagens da publicação indie aqui porque você provavelmente ja sabe (escolher o que quiser, ser dono do seu livro, deter direitos autorais, ter direito a 70% dos lucros, entre outros). Até mesmo grandes nomes como JK. Rowling disponibilizaram o seus maiores sucessos para tiragem gratuita nas plataformas. 

Para mim, a maior lição da publicação independente é: ser responsável pelo meu sucesso ou fracasso como autora. É esse o jogo que me faz encarar todas as batalhas, mesmo quando eu não sei como vou ocupar o meu dia. Trata-se de todos os dias dar strikes, como disse Gary Keller em seu livro A única coisa. A analogia que ele faz é ótima e a explicação mais ainda. 

Segundo ele, cada vez que a bola de boliche derruba os pinos, uma certa quantidade de energia é liberada. Essa metáfora permite ao mesmo tempo explicar um fenômeno físico como dar uma explicação matemática do porque o seu sucesso depende do esforço que você coloca diariamente resulta ou não em seu sucesso.

Essa é para mim a maior lição.

Podemos encarar uma tarefa como a da autopublicação? 

Para muitos, pela primeira vez, ser mestre do seu sucesso ou do seu fracasso é como encarar o Monte Everest sabendo que você vai ter que escalar. Na autopublicação, você é o responsável ao mesmo tempo pela escrita, edição, correção, marketing, produção, divulgação e as vezes mais. Ser autor autopublicado é um negócio e isso nem sempre é uma tarefa fácil para o autor cuja única coisa que desejava era que uma boa alma lesse seu livro. 

É natural que as pessoas não necessariamente se sintam inclinadas a esse tipo de publicação. E entretanto, milhares de livros são carregados no Kindle e na Kobo todos os dias. 

Acontece que este tipo de publicação permite não somente ao autor amadurecer e virar autor de sucesso, se quiser viver da sua pluma, como também lhe ensina uma lição fundamental aplicável a tudo na vida: cada um é responsável pela sua vida. 

Um comentário em “As vantagens da publicação indie

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