Toda história importa. FATO. Aos olhos do autor. Aos olhos do leitor, a coisa é bem diferente e veremos aqui o porquê. 

Antes de prosseguir, vamos nos colocar de acordo sobre alguns pontos:

  1. Um livro é antes de tudo algo pessoal e até mesmo emocional do autor,
  2. O autor não é objetivo para julgar o seu livro, mesmo se ele pode ter em si aquela forte convicção de que o seu livro pode ser de ajuda para muita gente (veja o estudo de caso do Paulo Coelho e o seu mais vendido O Alquimista) e
  3. O leitor tem os mais diversos motivos para apanhar um livro para ler. 

Isso posto, como escrever histórias que importam?

O primeiro critério, aos meus olhos, é verificar se existe transformação, primeiro do personagem e por conseguinte do leitor. Do ponto de vista da técnica, o escritor pode usar diversas fórmulas para se certificar da transformação do personagem. Por exemplo, a jornada do herói, o arco de transformação do personagem, a jornada da heroína e afins. Caso você aplicar esquemas assim, grandes são as chances de que haja transformação do seu personagem e por conseguinte do leitor. Se o seu livro cumpriu esse quesito, ele já passou o primeiro teste da porcaria e se distingue grandemente do que está solto por aí no KDP ou na KOBO, Wattpad etc. 

Em seguida, qual é a natureza da transformação? Os grandes autores e influenciadores que passaram pela história tinham sempre uma motivação altruística no sentido de que queriam ajudar as pessoas e estimular o avanço da sociedade e da humanidade. Citando O Alquimista, novamente (e caso você ainda não tenha lido esse livro, faça-o para perceber de que estou falando) o que manteve o Paulo Coelho focado foi a sua convicção de que a história era boa e que poderia ajudar muitas pessoas. 

Existem vários indicadores que você pode tomar em conta quando for escrever uma história, como as transformações que o seu público-alvo está vivendo ou gostaria de viver. Não se esqueça de que as histórias são maneiras de processar o mundo. No fundo, elas refletem processos transformativos pelo qual passa a humanidade ou uma parcela dela. Os leitores buscam se identificar com o personagem herói e com a sua jornada. Dentro dos limites da sua verosimilhança, o personagem deve viver algo que faça eco à própria vida do leitor e do seu universo. Daí a importância de conhecer os leitores assim como os tropes que você deve atingir para um determinado público-alvo. Para mais informações sobre tropes, veja o artigo Testando, testando e testando.

O maior indicador para mim permanece a questão do altruísmo porque esta carrega uma bagagem arquetípica que toca as pessoas e que ninguém vai poder contestar. O que você acha? Escrever uma história que estimule a humanidade nesse sentido? Escrever para fazer as pessoas sorrirem, se questionarem, aprenderem… Por que você escreve? Por que quer escrever?

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2 comentários em “Vida de escritor: Escrevendo histórias que importam

  1. Escrever para abrir os horizontes. O mundo físico é muito maior do que as pessoas costumam imaginar, o mundo sensível/sentimental é importante, e sentimentos como amor e ódio, até mesmo altruísmo e egoísmo, não podem ser divididos por uma linha entre « bom » ou « mau », acredito que nada é tão preto no branco quanto gostaríamos.
    Deixando a refletir um pensamento que tive sobre esse post: (Muitas vezes) o vilão da sua história, é protagonista na história dele. Onde você é o vilão.

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