Não subestime o seu leitor

Existe um best-seller que chama Nobody wants to read your shit. O título fala por si mesmo. Enquanto você achar que venderá merda facilmente, não vai vender coisa alguma. Acontece, autor, que o seu leitor não vai gastar o seu dinheirinho precioso com você e muito menos se você só escreve papagaiada. 

É verdade sim que o seu leitor e Homer Simpson são bem parecidos no sentido de que eles não estão afim de levantar a bunda do sofá e ir ler o livrinho precioso que você escreveu. Eles estão muito confortáveis para fazer isso.

Mas quando se trata, autor, de gastar o dinheiro, eles passam bem rapidinho de Homer Simpson a Charles Montgomery Burns, o vilão da série. Isso porque ele pouco se importa com você (por que deveria?), nem com o seu livrinho (daí o título, ninguém quer ler a sua merda.). Sou dura? 

Num mundo de coisas gratuitas, os clientes (seus leitores são seus clientes), estão cada vez mais exigentes e não perdoam facilmente. Nem mesmo se for algo gratuito: você não tem o direito de lhes fazer perder tempo. 

Por isso, é com essa mentalidade que eu quero que você comece a escrever: colocando e dando o seu melhor, indo além dos seus limites com cada livro, porque é assim que você vai crescer e florescer como escritor. E sobretudo, oh sobretudo, autor, faça-se um favor: pare de pensar que o seu leitor vai ler qualquer bosta e achar o máximo. Invista no seu livro, invista em si mesmo como contador de histórias e entenda de uma vez por todas que o jogo aqui é algo que acontece no longo prazo, que você constrói tijolo por tijolo. Você começa pouco a pouco quebrando o cabeção de um leitorado difícil como o brasileiro. Entenda que vai trabalhar muito, se informar muito, estudar muito e, sobretudo, desaprender tudo aquilo que te ensinaram e começar a construir você mesmo as fundações do seu negócio. O Jornal dos Autores está aqui para te ajudar, não esqueça. Mas por favor, eu repito mais uma vez: não coloque qualquer coisa no mercado se quiser evitar a frustração ou pior passar um grande ridículo. Cada livro que você publica é importante. Eles são a base da sua atividade.

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Uma resposta para “Não subestime o seu leitor”

  1. […] Assim, um personagem verossímil é um personagem com aparência de verdade, plausível, que parece gente de carne e osso. Segundo a minha experiência, atingimos um resultado assim quando o personagem sai do papel e começa a agir por conta própria. Para mais detalhes, você pode ler os artigos: Como alinhar e dramatizar a história e Não subestime o seu leitor. […]

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