Como combater a síndrome da página branca

Durante a minha carreira de escritora, eu ouvi a mesma coisa: “eu gostaria de escrever um livro, mas não sei o que escrever…” ou o que já ouvi também é “eu não sei como ‘encher linguiça’” Se você também faz parte desses que têm um sonho e não sabem por onde começar, esse artigo é para você!

A minha primeira dica para combater a síndrome da página branca é:


  • Quando uma ideia aparece, coloque-a o quanto antes no papel. Ideias não ficam na cabeça e, sobretudo (oh sobretudo!), não confie na sua memória! Essa é a primeira etapa: ESCREVA O QUE APARECER NA SUA CABEçA. E rápido! Antes que a ideia vá embora.

De onde surgem as idéias para um romance/livro/história em geral? Sabe-se lá de onde. Mas elas aparecem e, quando se tem alma de escritor, ou de contador de histórias, elas ficam na cabeça até que a gente decida fazer algo com elas, seja coloca-las no papel ou no computador.

Quando eu comecei a escrever o Cidade das Mandalas, eu não tinha ideia do que estava fazendo. Durante dois anos, eu escrevia e reescrevia textos sem saber exatamente o que ia fazer com eles. Até que eu entendi algo e isso me leva para a dica número 2.


  • Não tenha medo de escrever o que você está vendo

Aqui vale ouvir a intuição e confiar que a sua visão vai conduzi-lo por um horizonte desconhecido (que pode dar medo, quantas vezes eu não me peguei pensando “meu deus onde é que esse personagem está indo?) e até então desbravado. Porque trata-se de um horizonte desbravado, esse horizonte é só SEU e o resultado final do livro será algo autêntico que ninguém escreveu antes. Foi o que aconteceu quando eu criei o meu livro Mandala de Fogo que começou de uma maneira e terminou de outra.


  • Quando não ver nada, as ações do seu personagem não forem/estiverem claras na sua cabeça, significa que elas ainda não existem

Essa fase equivale a colocar todas as peças do quebra-cabeça sobre uma mesa e ir montando peça por peça. O meu conselho é apanhar um caderno e começar a desenvolver sua história PARA VOCÊ somente, ou seja, no rascunho. Use um caderno por história (se estiver escrevendo mais que uma ao mesmo tempo), um para um enredo e um para os personagens. Organize-se com post-its dependendo da complexidade da história e com canetas de cores diferentes. No meu caso, eu utilizo o bic azul quando desenvolvo a história do ponto de vista da narrativa e o bic vermelho quando desenvolvo a história do ponto de vista da técnica (por exemplo, o que eu quero comunicar com um personagem, qual é a função de um símbolo na história, etc.).


Mas a melhor maneira de continuar a escrever um livro é não se deixar intimar pela página branca é simplesmente CONFIAR NA FORçA DA SUA IDEIA!

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