Para escrever, não tem segredo e tampouco existe fórmula mágica. É sentar e escrever. Existem dois tipos de escrita: aquela que dá medo, que te aprisiona e que te bloqueia, e aquela que, de tão leve é como deixar um peso enorme para trás, soltá-lo no ar e voar livre. Eu te proponho a última forma. Porque se existem pessoas que me dizem que não sabem como escrever, porque de alguma maneira elas sentem medo da página branca, medo de seus personagens, do que eles guardam no fundo d’alma, eu lhe digo, escreva sobre o que mais te dá medo. Tire isso de si. Engate o segundo modo: a escrita catártica.

O que significa a escrita catártica?

Comecemos com uma definição.

“O termo provém do grego “kátharsis” e é utilizado para designar o estado de libertação psíquica que o ser humano vivencia quando consegue superar algum trauma como medo, opressão ou outra perturbação psíquica.

Definição deste site: https://www.significados.com.br/catarse/ 

escrever é uma terapia

Em palavras simples, a escrita catártica é aquela tem o poder de te curar dos seus traumas. Ela te permite realizar uma cura através da catarse. Não é maravilhoso? Quem precisa de mais quando se sabe escrever? Então como fazer dela uma terapia? A resposta é escrever sobre os seus demônios, sem medo e nem restrição, numa relação íntima com o papel. Escrever com o sangue da sua maior ferida.

Quando eu comecei a redação do Cidade das Mandalas, eu não fazia ideia de que o processo resultaria num livro. Comecei a escrever para me aliviar, por conselho de um amigo, sobre as dores no peito e as crises de angústia que sentia. O primeiro texto do livro saiu em duas horas, após as quais, a dor tinha passado. Não é que funciona? 

Então eu continuei. Todos os dias. No mesmo horário. Durante cinco anos. Nesse tempo, comecei a ver os personagens, a conhecê-los. Criei a intriga. Transei com os personagens. Até que compreendi que, de simples textos, aquilo tudo estava virando um livro. Era a minha porta de entrada para o mundo dos escritores, ao qual eu sempre quis pertencer.

Um livro sobre o quê?

Isso é você quem vai decidir. O autor é quem tem que saber onde está a sua maior dor. Conversando com outras mulheres, eu entendi que muitas delas viviam a mesma coisa. E era um tabu falar daquilo. Ninguém ousava. O complexo de Édipo… não! Ninguém tinha, como se diz, culhões.

Nos meus textos, eu não apenas falei com todas as letras o mal que sentia como comecei a injetar nos meus textos boas doses de benevolência, junto com uma vontade que eu tinha de poder falar sobre aquilo e ajudar às que sofriam do mesmo mal. Sentir aquelas dores era horrível. Os retornos que tenho desse livro são como o toque de um anjo. Mulheres que dizem que se abrem, que fazem confissões e confidências. Os seis anos que eu passei da vida escrevendo esse livro valeram cada dia.

Escreva intencionalmente: dica

Eis a minha dica para você que deseja escrever um livro de impacto: mesmo que seu livro não seja um #best-seller ainda, escreva visando um futuro cristalino par todos que o lerão. Coloque na ponta da pluma toda a sua humanidade, os seus valores, fale dos seus demônios como se fosse a última vez, e sobretudo, coloque a intenção de levar o seu melhor para as pessoas. Eu lhe garanto que o seu ritual de escrita vai se transformar num transe que você nem vai se lembrar de ter escrito tais palavras, que você nunca se estimou capaz. O processo se assemelha a uma canalização, como se uma entidade tomasse posse do seu corpo e você só vai sentir orgulho de si próprio. E quando segurar aquele livro lindo nas mãos, nem se lembrará mais o que estava lhe doendo quando tudo começou.

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4 comentários em “A escrita catártica

  1. Nossa, muito bom esse post! Como bem citou, é um tabu falar das próprias dores e muitas vezes até os próprios escritores não conseguem falar de seus bloqueios, seja por medo, orgulho ou ego. Então, melhor que desabafemos da melhor forma que sabemos, escrevendo.

    Mas realmente, adorei ler sobre isso, é esclarecedor. ^-^ 🖤

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